Unboxing the Gibson Box




Há alguns -- muitos? -- anos, fiz uma série de trabalhos para a Editora Aleph, incluindo revisão, copidesque e, às vezes, até a tradução parcial de alguns títulos de ficção científica. Atualmente, quando sai uma nova edição de um dos livros em que trabalhei, a editora às vezes me manda um exemplar de cortesia. Hoje, voltando do almoço, fui surpreendido na portaria do prédio pelo "box" William Gibson, que reúne os três volumes da Trilogia do Sprawl, publicada originalmente entre 1984 e 1988 e que traz aquele futuro cyberpunk de cabo Phillips no cérebro e ônibus espaciais japoneses que todos conhecemos.

Dos três livros, em Neuromancer (o primeiro) não fiz nada, em Mona Lisa Overdrive (o último) fiz a revisão (ou ao menos é o que diz a ficha técnica: confesso de pés juntos que não me lembro), mas no do meio, Count Zero, trabalhei bem próximo ao tradutor, Carlos Angelo,  fazendo sugestões sobre o texto em português e cotejando-o com o original à medida que a tradução avançava. Só por causa disso, aqui vai a capa da nova edição, em destaque:


Se bem me lembro, o último trabalho que fiz para a Aleph, antes de a carga jornalística da época ficar pesada demais e eu ter de parar com esses serviços editoriais, foi o copidesque de uma coletânea de contos do Gibson -- Burning Chrome? -- mas acho que esse não chegou a ser lançado. Confesso que Gibson nunca esteve entre meus autores favoritos: sempre falhei em enxergar alguma substância por trás do neon, da fumaça e do cromo queimado. Mas isso sou eu, claro.De qualquer forma, trabalhar com os livros dele, especificamente com o Count Zero,  foi uma experiência interessantíssima, e agradeço à Aleph pela lembrança.

Ah, aí vai uma foto do box:





Comentários

  1. Essa arte de capa me lembro Dave Gibbons.

    []s,

    Roberto Takata

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